sábado, 9 de julho de 2011

Canção da Verdadeira Pátria



Minha terra tem bambus,
Onde pia os urubus,
Na política e nos morros,
Alimentam-se os corvos,

Nossa lua é um lindo sol,
Nosso jogo é o futebol,
Nossas vidas tem mais fome,
Nossos sonhos nos consomem,

No ponto a espera do ônibus,
Da ferida escorre o pus,
Minha terra tem bambus,
Onde pia os urubus.

Minha terra tem ladrões,
Que rezo para nunca me encontrar,
No ponto a espera do ônibus,
Da ferida escorre o pus,
Minha terra tem bambus,
Onde pia os urubus.

Quando cai a linda noite,
O perigo pode aumentar,
É quando eu tranco minha porta,
E me ponho a Deus orar,
Ouvindo o rangir dos bambus,
Onde pia os urubus.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Não posso te esquecer

 Busco no deu suspiro
O ar que respiro
E a brisa a me acalmar
Quando estou a soluçar
Ainda sinto o seu cheiro
No meu trevesseiro companheiro
E aí, trago o calor do seu amor
Só para mim
Venha do seu jeito
Aliviar a dor do meu peito
E aquecer o frio do meu coração
O tempo esta passando
E eu, ainda estou te amando
Não posso te esquecer
Não posso te esquecer

Morador da Baixada

Somos leões do bem
Comemos carne também
Do mais fraco e vencível
Quando isso é possível

Meu sonho é uma fachada
Para eu viver mais um pouco
Morador da pobre baixada
Se me apego fico louco

O sistema não é uma flor
O sistema não é um amor
O sistema é um grande dilema
O sistema é o terrível problema

A flor está na beleza
O amor está na gratidão
A beleza está na natureza
A gratidão está no coração